Formação Litúrgica

PASTORAL LITÚRGICA – DIOCESE DE CAICÓ/RN

                    A Liturgia é a vida da Igreja. Ela nos faz experimentar e vivenciar ao mor de Deus Pai, revelado por Jesus Cristo, alimentado pela ação do Espírito Santo e cultivado na comunhão eclesial.

         Na Liturgia vemos e encontramos Jesus Cristo: celebramos a sua morte e ressurreição e nela mergulhamos sempre mais. Com ele ressuscitamos para a Vida. Consequentemente, na celebração da Liturgia está a fonte da missão e a experiência profunda de nossa adesão e seguimento ao projeto do Reino.

             Assim sendo, a Liturgia é (e deveria ser sempre!) o momento alto e significativo na caminhada das comunidades e dos cristãos. Envolve a pessoa. Dá um sentido para a existência e dinamiza a nossa solidariedade e carinho para com todos, sobretudo com os pobres e sofridos de nossa sociedade.

               Para tanto, a celebração litúrgica requer que seja bem preparada: um dos melhores segredos para o encontro vivo, verdadeiro e pleno com Cristo, nosso Caminho, nossa Vida, nossa Ressurreição e Salvação, ponto de encontro com o Pai e os irmãos. (trecho da apresentação do Subsídio Liturgia em Mutirão)

               Nesta perspectiva, a Pastoral Litúrgica na Diocese de Caicó, através do Bispo Diocesano Dom Antônio Carlos Cruz Santos, msc e a Comissão Diocesana de liturgia, com o objetivo de reanimar, formar e tornar cada vez mais participativa as celebrações em suas diversas comunidades, promoverá para o ano de 2020 formações Litúrgicas para todos aqueles que exercem funções na Liturgia em suas Paróquias. Também farão parte dessa formação, os artigos que serão publicados aqui em nosso site, a partir desta data, onde inicialmente,  iremos tratar dos RITOS INICIAIS.

RITOS INICIAIS: CHEGADA E ACOLHIDA DO POVO SACERDOTAL, CONVOCADO PELO PAI, E CONGREGADO EM CRISTO PELO ESPÍRITO.

              A missa, como toda celebração cristã é ação simbólica e ritual, uma reunião festiva, um encontro e não uma simples reza, ou ação devocional!

             E quem é sujeito desta ação, quem participa desta reunião, quem realiza este encontro?

             Podemos afirmar que a Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo é que toma a iniciativa nesta ação e se mantém como agente invisível, atuando em nós, e através de nós, seu povo reunido. Somos, então o sujeito visível desta ação realizada em conjunto com Deus. Ele nos convida, nos convoca para que, reunidos como irmãos e em seu nome, celebremos com Ele uma aliança de amor e compromisso.

        A primeira resposta que damos a esta convocação é nossa decisão interior, alegre e convicta de sair de casa e caminhar para o local da celebração. Nossos passos, nossa caminhada pessoal feita no decorrer da semana, junta-se com a caminhada comunitária e social de tantos que peregrinam pelas estradas do mundo em busca de justiça, fraternidade e paz. Junta-se também com todo o universo.Temos aí a primeira ação simbólica, abrindo a celebração. São os ritos iniciais.

         Ao chegar, é o próprio Deus que nos acolhe nos gestos fraternos das pessoas que prepararam com carinho o local, das pessoas que estão à porta nos recebendo afetuosamente, das que criam um clima alegre de entrosamento e oração, ensaiando os cantos para que toda a assembléia, constituindo-se com Cristo, um só corpo, entoe numa só voz, o louvor pascal ao Pai.

        É o Senhor Ressuscitado na pessoa de quem preside que, de coração, nos saúda, abre a reunião em nome da Trindade, acolhe com amor os motivos que trazemos para celebrar e apresenta-os em oração ao Pai na comunhão do Espírito Santo.

       Nossa resposta é primeiro uma bênção, uma bendição a Deus que nos congrega pelo Espírito Santo, em Cristo: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo. A seguir, pelo ato penitencial, confessamos a bondade e a misericórdia de Deus que sempre ultrapassa nossas falhas e pecados. No tempo pascal e aos domingos renovamos nosso compromisso batismal com o rito de aspersão com água.

       O encontro não é só de Deus com seu povo ou de irmãos entre si. A celebração é também o encontro do povo com seu Deus. Ele nos chama, nos reúne e nós, chegamos, nos apresentamos, ainda que pecadores, para escutar sua palavra, proclamar sua ação salvadora e firmar nova aliança em seu amor.

       Os ritos iniciais são um conjunto de vários elementos: procissão e canto de abertura, beijo do altar, saudação, recordação dos fatos da realidade, aspersão com água, retomando o batismo, ou ato penitencial, ou abraço da paz, a ladainha do “Senhor, tende piedade de nós”, o canto do “Glória”.

       O ponto alto e elemento indispensável dos ritos iniciais é a oração inicial, feita por quem preside, após oração silenciosa da assembleia que se dispõe a entrar em diálogo com Deus no rito da Palavra.

 

Perguntas para a reflexão pessoal e em grupos:

  • Qual a finalidade dos ritos iniciais na missa?
  • O que fazer para que esta finalidade seja atingida?
  • O que fazer para que este sentido seja vivido por toda a assembleia?

 

Por Maria de Lourdes Zavares ( Subsídio para formação – Liturgia em Mutirão – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)

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