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HOMENAGEM A MONSENHOR AÚSÔNIO TÉRCIO DE ARAÚJO

Ausônio Tércio de Araújo nasceu em Currais Novos, no dia 12 de outubro de 1935. Tornou-se oficialmente caicoense com a Lei 409 de 06 de abril de 1968, quando recebeu O Diploma de Cidadão Caicoense, conferido pelo então prefeito Inácio Bezerra e proposto pelo vereador Salatiel Costa. Eram seus pais Ausônio Araújo e Maria Dalila Gomes. Seu pai era funcionário da prefeitura local, exercendo a função de agente fiscal. Foi batizado na matriz de Sant’Ana de Currais Novos, em 16 de novembro de 1935, pelo padre Benedito Basílio Alves e teve como padrinhos Elysio Galvão e Letícia Pereira Galvão. Em sua identidade pessoal, sempre fez questão de destacar a profissão de professor. Mestre em Filosofia e Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, padre Tércio também valorizou habilidades rotineiras com arte esporte. Viajou pela Europa, pondo em prática o latim, o Francês, o Italiano, o Espanhol e um pouco do Inglês, que também  dominava.

Vale destacar suas passagens, mesmo que rápidas, pelas paróquias de Sant´Ana de Currais Novos, São João Batista de Cerro Corá e Nossa Senhora dos Aflitos de Jardim de Piranhas. Atualmente era Vigário Paroquial de São José de Caicó. Nesta, ele começou como Capelão, na época em que Caicó só tinha a Paróquia de Sant´Ana.

Entre várias pastorais que padre Tércio apoiou e coordenou, ele se destacou como assistente espiritual das seguintes instituições: JOC (Juventude Operária Católica), SSVP (Sociedade São Vicente de Paulo), Circulo operário, Serra Clube de Caicó, Legião de maria, Irmandade Nossa Senhora do Rosário e Renovação Carismática Católica.

Animados pela Doutrina Social da Igreja, ele presidiu o DDAS – Departamento Diocesano de Ação Social, denominado Cáritas do Seridó e em nossos dias, Cáritas Diocesana de Caicó. Sua participação foi decisiva ainda para o MEB – Movimento de Educação de Base e para projetos como escolas para os pobres, abrigos e fundação de cooperativas e sindicatos.

Foi pro Vigário na época em que monsenhor Walfredo Gurgel foi Vigário Geral. Quando monsenhor Walfredo assumiu O Governo, durante o bispado de Dom Manuel Tavares, padre Tércio foi nomeado Vigário Geral. Foi Vigário Geral também com os Bispos Dom Heitor de Araújo Sales e Dom Jaime Vieira Rocha. Nas transições entre Dom Heitor e Dom Jaime, padre Tércio, agora monsenhor, assumia o comando da Igreja do Seridó como Administrador Diocesano. Em nossos dias, padre Tércio atuava como Vigário Paroquial da Paróquia de São José de Caicó, Conselheiro Assistente da Fundação Sant´Ana, Diretor Espiritual da Escola Diaconal e Assistente Espiritual do Movimento Serra do Brasil.

Educação

Sua primeira experiência como professor foi no Seminário Arquidiocesano de João Pessoa/PB, onde, em 1960, lecionou Filosofia e Teologia Moral. Chegando a Caicó, passou a ser professor do Seminário Santo Cura d´Ars, de onde também foi Reitor em 1967. Ainda ensinou no Colégio Santa Teresinha, no Colégio Normal de Caicó e na Escola Estadual Joaquim Apolinar. Assumiu a função de diretor do Ginásio João XXIII em 1965. Logo depois exerceu a mesma atividade na Escola Prevocacional de Caicó e na Escola Estadual Monsenhor Walfredo Gurgel.

No ensino superior, foi professor do Núcleo Avançado de Caicó, hoje, Centro de Ensino Superior do Seridó (UFRN – Campus de Caicó), desde 1974. Também foi Diretor da Faculdade de Teologia Cardeal Eugênio Sales.

Padre Tércio não contribuiu somente com a educação de Caicó. Em 1975, tornou-se membro efetivo do Conselho Estadual de Educação endo vice-presidente e presidente. Em 1976, participou como membro do Conselho Estadual da Campanha nacional das Escolas da Comunidade.

Padre Tércio foi Diretor do Colégio Diocesano Seridoense (CDS), em Caicó/RN, desde 1964 ao ano de 2013. Nesta instituição não somente foi diretor, mas também ocupou as salas de aula ensinando Desenho, Francês, história, Educação Artística e OSPB.

Comunicação

Em 1967, padre Tércio sucedeu padre Itan pereira na direção da Emissora de Educação Rural de Caicó Ltda, hoje, Fundação Educacional Sant´Ana. Na mesma época, ele assumiu a direção do jornal A Folha, impresso da Diocese, em substituição a monsenhor Walfredo Gurgel, que assumira o Governo do Estado.

À frente da Fundação Sant´Ana, manteve o prefixo da Rural 830 AM de CAICÓ (hoje, Rádio Rural 102, 7 FM), e ainda inaugurou a 95 FM em Caicó e uma rádio AM em Parelhas. As rádios pioneiras comandadas por padre Tércio valorizavam os profissionais da região. Em 2009, padre Tércio renunciou à direção das Emissoras da Fundação Educação Sant´Ana.

Simplicidade

Apesar do vasto curriculum, padre Tércio detém um orgulho especial pelo título de Sócio Benemérito da extinta Associação Universitária de Caicó – AUCA, recebido em 1978 pelo presidente José Rocha Diniz.

Fonte: Revista – Pe. Tércio, Jubileu de ouro.

A PALAVRA DE MESTRE

Oportunamente, diante das homenagens recebidas por ocasião dos 80 anos, no dia 12 de outubro de 2015, ele falou com moderação e simplicidade sabendo que sua mensagem passava a ser página da história:

“Não sou técnico em nenhuma área, respeito os que são. Não sou especialista em nada. Sou apenas uma pessoa que vê, respeita e deseja conservar e aumentar o bem que me cerca. Sou um trator guiado por pessoas competentes e temos um objetivo a alcançar. Não lutei para chegar aos níveis altos do poder, porque viver já é muito alto e gostoso. Aprendi a ensejar as pessoas bem prendadas por Deus a realizarem o bem a que estavam fadadas a realizar. Em todos os lugares, respeitando, os meus auxiliares fizeram maravilhas que os outros atribuem a mim e eram deles. Trabalhei muitas vezes com pessoas que não me estimavam, mas que eram fundamentais para a construção do bem e progresso do próximo. Eram pessoas importantes. Aprendi que, muitas vezes, o ótimo é inalcançável, há derrotas mesmo havendo todas as condições adequadas e exigidas para a vitória.

O ser humano se apequena quando está voltado para dentro de si mesmo e prefere o menos bom. Procurei não prejudicar ninguém nas vitórias. Será que sou um santo? São Paulo diz que ninguém se julgue. O julgamento é de Deus.

A meu pai que um dia me perguntou o que finalmente eu queria, respondi, com

tranquilidade de um pré-jovem: quero sorrir. Ele não gostou e retirou-se.

Hoje, aos 80 anos, acho que não teria outra resposta. De fato não tinha sonhos, desejos especiais. “A coisa mais importante da vida é sorrir sempre nos bons e maus momentos”. Foi meu presente dado aos amigos na festa dos 50 anos de permanência no CDS, conselho que nem todos entenderam.

Deus deu-me sempre o privilégio de auxiliares privilegiados, na JOC, no CDS, na Paróquia, na Emissora, no Conselho Estadual de Educação… Eles fizeram o  que eu devia fazer. Deus sabe e os têm no coração. Foram homens e mulheres, jovens e anciãos, técnicos, poetas, santos, famosos e humildes. Como poderia fazer tanto em uma vida tão curta? Somente 80 anos?

Não lerei sua longa lista. Eles estão guardados no meu coração e no de Deus. Talvez alguns nem pensem que foram grandes. (Texto Extraído do livro “Caicó de todos nós”, publicado no ano de 2018, por Fernando Antônio Bezerra)

 

Monsenhor Ausônio Tércio de Araújo

(fotos: Revista do Jubileu de Pe. Tercio) 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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