Colunistas

Pe. Manoel Pedro Neto

“NÃO TENHAS RECEIO DE RECEBER MARIA, TUA ESPOSA” (Mt 1,20c)

A fé cristã afirma que nosso Deus deu e dá ordens a todos os caos da história humana, levando tudo a se organizar em proveito do próprio ser humano (cf. Rm 8,29). No inicio tendo criador de todas as coisas, em uma introspecção, sempre eterna, cria o homem sua “imagem e semelhança” e “masculino e feminino ele os criou” (Gn 1,27b), convidando-os, como a toda a seres vivos “Sede fecundos e multiplicai-vos” (cf. Gn 1,22.28). Nesta perspectiva somos indivíduos e facilmente caímos em solidão. Neste momento vem em auxilio do masculino, apresentando a mulher, que nos presentara como “uma auxiliar que lhe corresponda” (Gn 2,18). Estar com todos os masculinos às possibilidades de se desafogar de toda solidão, dentro de uma cultura machista fala-se de sexualidade, contudo a extrapola de muito. Eis a verdade de nossa fé e a compreensão sapiencial afirma: “Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles a autoridade da mãe” (Eclo 3,3).

Na plenitude dos tempos descobre-se envolvida neste mistério um jovem casal. Maria perturba-se diante da possibilidade de uma gravidez, isto tão desejado por todas as mulheres e põe em “parafuso” o seu esposo José (cf. Lc 1,29; Mt 1,19).Toda gravidez é um projeto de Deus e de tangente tem uma intervenção masculina, pois toda mulher desde tenra idade tem em si as possibilidades de gerar, enquanto o masculino tem glândulas que fornecem o sêmen. Que dependendo de boa saúde, e “construído” naqueles dias. Toda gravidez perturba a fêmea e questiona o masculino, mas este último, é chamado a assumir o que acontece na mulher, pois “o que nela foi gerado vem do Espírito Santo” (Mt 1, 20). O ser humano é projeto de Deus e notadamente Jesus, o Filho Amado. Aqui pouco interfere o masculino, toda gestação é obra de Deus e Jesus com toda força. As mulheres têm a ousadia da fé e são capazes de “botar o pé na estrada” ao saber de gestação da velha Isabel (cf. Lc 1,26.39s). Neste processo o masculino é convidado a entrar e “dar nome” (Mt 1,20). Eis a possibilidade de todo masculino!

Resgatando este mistério, a Igreja nos convida a fazer a festa de VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA, onde as mulheres cantam a gloria do Senhor e fazê-las mães, entrando na dinâmica de gerar filhos, independente de idade. Uma com voz forte exclama: “Feliz aquela que acreditou” (Lc 4,45) enquanto a outra diz: “A minha alma engrandece o Senhor” (Lc 1,47). Por seu lado a religiosidade popular brasileira rejubila-se com os exercício marianos, um mês todinho, para resgatar a presença da mulher na realidade eclesial e social brasileira, fazendo parte destes festejos a coroação da Imagem de Maria, rodeado de anjinhos, fazendo-nos voltar a Infância.
Com Erasmo Carlos queremos cantar: “Sei que a força está com elas” e com a Igreja rezaremos: “A vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplica em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Ó Virgem glorioso e bendita”.

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